sexta-feira, 26 de março de 2010

Mulher x Homem

Vou começar esse post com um frase bem clichê: "As mulheres são terríveis, mas não há como viver sem elas". Coloco essa frase de início, pois não quero que a frase sirva de conclusão. Disso todo mundo já sabe, mas aqui vai a minha revolta.

As mulheres são lindas e, sim, os homens nunca conseguirão viver sem elas. O problema na humanidade está bem aí, nesse exato ponto, pois, por mais que sejamos pisoteados e massacrados por uma mulher que gostamos, ainda vamos gostar delas independente de tudo! Somos servos delas!

Ah, pelo amor de deus, isso é tudo mentira...

Não é não.

Então prove!

Provas? Beleza!

As únicas pessoas que gostam dos homens de verdade são os... gays. Sim, só os gays. As mulheres olham para os homens com segundas intenções que vão muito além do simples romance Bela-Edward ou de umas boas horinhas na cama. Como já saiu em pesquisa, o campo de visão da mulher é bem maior do que o do homem, o que favorece em muito a sua percepção. Enquanto tudo o que homem quer é ver a "tessalhilha" da sua mulher, tudo o que ela quer é saneamento básico, digamos assim.

Outra coisa: sempre fazemos a vontade delas. Se ela pede cinco minutos, nos cedemos. Se ela pede um tempo, nós cedemos o tempo. Se ela pede que você se afaste dela, você se afasta. E por que o homem faz isso? Ele faz porque tem esperança de que o tempo dê uma refrescada na mente da mulher e faça ela mudar de ideia. Pra que isso? Oras, pra eles voltarem a se relacionar!

O homem sempre vai atrás da mulher que ama, mas a mulher vai atrás do homem que lhe favorece. Quer dizer, isso pra casar, pois aqueles "peguetes" de balada servem apenas para o momento, e não para a vida toda. Somos tratados como lixo descartável por elas.

E o que pensamos disso? Achamos o máximo, já nos acostumamos!

O homem é tudo igual mesmo, não há dúvida... Vão sempre correr atrás de um rabo de saia querendo ver o que tem embaixo dela. Quando se vê um par de pernas, então, o homem se perde e faz uma burrada pior que a outra.

Para terminar esse post, vai uma frase que não é tão clichê assim, aliás, acho que ninguém conhece:

Quem manda na relação é a mulher, não o homem. Quem define se a relação tem fim ou não sempre será a mulher, e o homem vai ter que aceitar a decisão independente de qual seja a sua vontade.

O porquê disso? Por que somos TOTALMENTE submissos à elas, aí está o fundamento da frase As mulheres são terríveis, mas não há como viver sem elas". Elas nos moldam, e sentimos falta disso.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Como é o fim de uma amizade

Ninguém consegue viver sem amigos, no entanto, nem sempre conseguimos encontrar os amigos perfeitos. Se pararmos pra pensar, são muitas as pessoas no mundo, então nunca saberemos se aquela pessoa do nosso lado é o nosso amigo pra toda vida ou não.

Reduzindo um pouco a dimensão do negócio, às vezes, ou sempre, a gente encontra colegas que, muitas vezes, temos coragem de chamar de amigos. Há uma fraca confiança nessa relação, eu conto com você, você conta comigo, a gente joga um pouco de conversa pro ar e está tudo certo.

Chamamos essas pessoas de "amigos".

Mas, como sempre, a gente percebe que os nossos pais sempre têm razão.

Você confia piamente numa pessoa. Ela chega pra você e fala "Não existe amigo melhor do que você", e você acredita, seu ego vai nas alturas. Você gosta de estar ao lado da pessoa, gosta de conversar, confidencia seus sentimentos, e chega uma época em que você se decepciona.

O_O
Como assim?

"Pare de fazer isso senão não falo mais com você" a pessoa te diz. Não há nada de mais nessa frase? Oh, há sim.

E o papo de que você era o melhor amigo que ela tinha e que, como você, não existia igual, hein? Aquilo tudo era mentira? Era sim.

Existe uma questão na amizade que é muito interessante: o que sentimos por um amigo é amor, e eu já falei isso. No entanto, se um amigo meu toma coragem e aponta o dedo pra minha cara dizendo que vai parar de falar comigo se eu continuar fazendo uma coisa tão banal como acessar o twitter (sim, foi isso que me falaram: "Pare de acessar o twitter, senão eu paro de falar com você". O porquê disso não vem ao caso agora), é porque não há e nem nunca houve amor nessa relação.

Fácil, fácil, uma amizade acaba.

Existem palavras que, se ditas na hora errada, tem um peso grande e uma verdade obscura em sua semântica. Pode até ser que digam pra você que aquilo foi brincadeira, mas, como uma amiga minha disse, toda brincadeira tem o seu fundo de verdade. Se a pessoa me falou que não falaria mais comigo, é porque, sim, ela não vai mais falar comigo.

O que fazer, então?

Cortar relações antes que haja argumentos que te faça mudar de ideia. É preciso ter determinação quando se toma uma decisão e se a sua decisão é parar de falar com uma pessoa, pare independente de qualquer coisa que ela lhe diga. Pode parecer infantil, mas, como a Lady Gaga disse, "A confiança é como um espelho: você pode consertar se quebrar, mas você ainda vai ver a porra da rachadura em seu reflexo". O que isso significa?

Você pode até voltar a falar com a pessoa, mas o rastro da sua tristeza estará sempre lá. Para parar com esse sofrimento, apenas corte a relação. Apenas isso.

Essa é uma nota que escrevo pra VOCÊ, pois a amizade com você acaba aqui.

terça-feira, 16 de março de 2010

Ocidental - Oriental: Diferentes ao extremo!

O mundo é incrivelmente grande. Não há como descrever essa imensidão. E, por ter diversas regiões, cada população foi se moldando a características peculiares, adquirindo seus costumes próprios, seus sabores preferidos, suas formas de construções e não é possível dizer que uma cultura seja igual a outra, pois não é.

Pois é. Vivendo uma cultura ocidental fortemente influenciada pelos nosso amigos do hemisfério Norte, acabamos estranhando outras culturas que não são iguais as nossas. Preconceito? Não. É perfeitamente aceitável estranhar algo que não lhe comum, afinal, essa coisa não é comum.

Mas a diferença é gritante.

Vamos falar sobre cultura pop em geral, que engloba música, cinema, games, livros etc. E a comparação que vou fazer é entre a cultura oriental e a cultura ocidental.

Se tiver tempo, assista essas duas cenas de luta que eu encontrei no youtube:

Cena de Oldboy (filme coreano):




Cena de Matrix (filme norte-americano)




Pra quem não assistiu, trata-se de lutas com um monte de gente!. Sim, o herói, no caso do Oldboy o próprio Oldboy contra um monte de gente e no caso do Matrix o Neo contra diversos Agentes Smiths, luta com toda a garra que tem, querendo, por tudo vencer a batalha. Mas a partir dessas imagens, pode se perceber muita coisa a respeito das diferenças de cultura no cinema.

  • Você vê que na cena do Matrix, o Neo está todo estiloso, em preto, pássaros negros voam ao redor, ele luta de forma impassível, como se estivesse apenas cortando um frango em cima da pia. Enfim, nenhuma gota de suór lhe é fisgada, fora que o cara é O CARA lutando, tipo, quase não apanha e consegue sair de qualquer armadilha que lhe é imposta. E, como sempre, seu humor não se varia, ele está sério. Provavelmente deve estar pensando "Não estou fazendo mais que o meu trabalho."
  • Já no Oldboy, o cara luta de verdade! É uma cena sem cortes! Tipo, o cara esta´furioso, ele bate e você que ele quer ganhar a luta porque não quer morrer, e não porque quer se mostrar o cara mais importante na parada! E a maioria dos filmes orientais são assim! Não há estilo, não há bombas explodindo enquanto o heroi anda em câmera lenta, há apenas uma história forte, geralmente com muito drama, e extremamente realista! O Oldboy quase morre lutando, e ainda vence aquele monte de panaca!
Mas, cá entre nós, a luta dele é, de longe, melhor que a do Neo.

  • Num filme como esses, pra que se coloca um galã como o Keanu Reeves? Pro negócio ficar mais hollywoodiano, oras! Um cara bonitão, lutando de forma misteriosa com vários ângulos de câmera animais valoriza o filme e faz com que todos queiram assistir! E só existe uma certeza nesses filmes americanos: o herói sempre vai ganhar, não há dúvidas.
  • Nos filmes orientais, não. Há uma visão mais realista, oos dramas são mais profundos. Assistindo a esse Oldboy, eu quase chorei, porque você vê que o cara sofre! Não existem discursos mela-cueca, onde fica-se falando sobre honra e poder, justiça e blá-blá-blá, só existe uma vida comum e um cara buscando a sua paz! Putz, não tem nem comparação!
Ou seja, por essas duas cenas pode-se concluir facilmente o mundo em que vivemos: Os ocidentais gostam dos caras que são fodas e sempre terão certeza de que ele vai ganhar, e os orientais gostam da surpresa, gostam de saber se o mocinho se ferra ou não, o que é bem mais divertido.

É tão fácil chegar a diversas conclusões só interpretando vídeos...

É isso aí, e eu super indico o filme Oldboy, que foi a principal inspiração pra esse post. Falousses e até mais! ;-P

P.S.: Tá, esse não foi o melhor dos meus posts, mas, acreditem ou não, o meu clima foi cortado várias vezes de tanto que me chamaram. Nenhum criatividade resiste à tantas interrupções.

sexta-feira, 12 de março de 2010

História sobre Histórias (?)

Estava eu em casa ontem, sozinho, zapeando na televisão, quando meu primo, de 14 anos chega. Ela é um garoto um tanto quanto hiperativo, viciado em jogos de computador e ansioso ao extremo.
Já fui avisado de que não é bom deixá-lo jogando enquanto estiver em casa, então, para distraí-lo, continuei com a televisão ligada enquanto assistíamos Everybody Hates Chris, ou qualquer coisa que lembre isso. O seriado é divertido, até me arranca umas gargalhadas, e nós prosseguimos assistindo, rindo e conversando, até que o último episódio acabou e um jornal sensacionalista começou em seguida.

Eu tenho um ódio especial por jornais sensacionalistas.

Então, para não ter que ver desgraça dos outros, mudei de canal, voltando a zapear. A ansiedade do meu primo já estava num nível terrível, onde ele piscava muito e não parava de mexer a cabeça. Com certeza, ele tinha em mente que, a qualquer momento, eu ligaria o meu PC e jogaríamos
Max Payne 2 ou Tomb Raider Lengends, mas essa não er auma das minhas vontades. Continuei zapeando, até que achei um canal interessante, chamado NGT (não me lembro o que significa a sigla), canal 48 UHF, pelo menos aqui em São Paulo. E nele estava passando um anime chamado Evangelion, onde havia lutas de robôs enormes, os chamados mechas, e alunos numa escola com hormônios a flor da pele.

Eu deixei no canal. Estava achando interessante. Era o típico anime que fazia muito sucesso nos anos 80, o início dessa febre por todo o mundo, e a história parecia, de fato, interessante: era engraçada, tinha ação e entretia de verdade. Mas meu primo começou a coçar os olhos e a piscar mais do que nunca, e se revirava na cama de uma forma estranha, demonstrando mais do que ansiedade, quase um nervosismo. Aquilo estava me deixando irritado.

Foi então que ele se pronunciou:

- Você está gostando disso?

- Sim, estou sim. - respondi, humildemente.

- Mas como? Como você pode estar gostando disso?

- Estou gostando da história, oras. Fora que eu gosto do traço que o mangá tem, eu me divirto assistindo.

- Nossa... - Ele disse, esfregando mais uma vez os olhos. - Você assistindo isso quando se existe um monte de coisa melhor pra fazer? Cê é louco...

- O quê, por exemplo? - perguntei, embora já soubesse que a resposta seria algo relacionado à computador e jogos.

- Não sei. - Foi o que ele respondeu, mas eu sabia que sua mente dizia Você tem um computador mega potente que funciona uma pá de jogos e fica assistindo animes dos anos 80 e ainda diz que está gostando? Você só pode estar maluco!

Foi esse momento que me deu inspiração para escrever o post. O fato é que muita gente, principalmente gente da minha família, me acha estranho por conta dos hobbies que tenho. Ao invés de uma boa noitada, prefiro ficar em casa assistindo a um filme ou lendo a um bom livro. Quando viajo, sempre levo o livro que estou lendo. Meu salário, em boa parte, é gasta com coisas para ler, enfim, eu gosto muito de acompanhar histórias, e não há como mudar isso em mim. Se eu falei que estava gostando do anime naquele momento, é porque, de fato, eu estava gostando.

Mas existe gente que prefere uma boa diversão mais fácil, relacionada a jogos, internet ou pornografia. Acontece que eu prefiro coisas mais saudáveis, que não me prejudicam ou que podem me comprometer. Estou errado por causa disso? Se eu olhar no eu interior e ele me dizer que estou bem, não. Tendo essa resposta pra mim, o que importa o que os outros digam? De certo, nada. Sigo em frente e faço as coisas que gosto de fazer, me importando, primeiramente, comigo, pois se o que queremos é ser feliz, temos que ser egoístas e se importar apenas com o que pensamos. De resto, a gente empurra com a barriga, trabalhando sempre a nosso favor.

Não existe pessoa mais importante do que nós mesmos. Quer dizer, é isso o que eu penso...

Final da história, o Franklin, meu primo, me olha com uma cara estranha, me encarando com os olhos que não paravam de piscar, e diz pra mim:

- Se eu estivesse em casa agora, eu estaria assistindo Malhação.

Fiquei boquiaberto. Eu quis morrer. Malhação?


P.S.: Prometo que postarei mais a partir de agora, mas preciso de umas ajudas, também... Se quiserem...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Percy Jackson e o Ladrão de Raios


Pra quem lê esse blog, deve ter notado que eu não tenho um assunto certo para comentar. Simplesmente vivo uma situação e a redijo, a meu ver. Gosto de dar a minha opinião.

E na última sexta-feira, dia 12 de Fevereiro, eu assisti o filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios, baseado no não homônimo livro Percy Jackson e os Olimpianos: O Ladrão de Raios, de Rick Riordan, publicado no Brasil pela Intrínseca (sim, a mesma editora que publicou Crepúsculo e seus demais derivados), e o filme foi dirigido por Chris Columbus, famoso por dirigir Harry Potter e a Pedra Filosofal e A Câmara Secreta.

Comecemos a crítica.

O Chris Columbus é um excelente diretor, isso é inegável, e seu trabalho com Harry Potter resultou no sucesso que a saga Harry Potter é hoje e nos milhões que a nossa querida J K Rowling faturou com sua história. Ele é um diretor confiável, digamos assim.

Agora voltemos ao Percy Jackson.

O Ladrão de Raios é uma história que conta a rotina de um menino de 12 anos, chamado Percy Jackson (guardem bem essa informação), que, aparentemente, tem um déficit de atenção na escola e não consegue aprender a ler. Mais tarde, ele descobre que é filho de um deus grego, embora ele não saiba qual, e tem que ir para um acampamento, onde moram outros filhos de deuses gregos, para ser protegido, pois acreditam que ele tenha roubado o raio de Zeus, então muitas criaturas e deuses mitológicos estão em seu encalço querendo por tudo tirar-lhe o raio. Mas aí tem um problema: ele não está com o raio e tem absoluta certeza disso. Conclusão, sua vida vira de ponta cabeça.

Nesse acampamento, conhecido por acampamento meio-sangue, ele conhece Anabeth, filha de Atena, temperamento difícil, e descobre que seu amigo, Grover, é, na verdade, um sátiro. Juntos, os três vão em busca do verdadeiro ladrão de raios com o intuito de provar a Zeus que Percy Jackson não é, de fato, o ladrão de seu raio.

Com essa sinopse, a história tinha tudo para dar errado. E deu mesmo.

Li o livro e confesso que não gostei muito. A trama era rápida demais, muitos acontecimentos seguidos e sem ordem certa, enfim, não tinha um história em si, somente uma sucessão de cenas de ação sem relação nenhuma entre si. Outro defeito foi como Rick viu os deuses gregos na atualidade; no livro, Hades se mostra uma pessoa compreensiva e acalentadora... Não há como temê-lo. Ares é aquele vovozão inescrupuloso e cheio de marra e por assim segue. Enfim, o autor viajou.

A adaptação para o cinema tinha tudo para dar errado. Pelas fotos e trailers, fãs enlouquecidos queriam morrer quando viram que Percy teria 17 anos no filme ao invés do tradicional 12, Anabeth seria uma garota enorme e de cabelos castanhos, quando no livro era loura, e cenas de ação, que não estavam no livro, apareceram de forma assustadora sem nem ao menos terem sido avisadas. O caos reinava sobre os fãs do best-seller.

Mas lembrem-se: Chris Columbus é f#da!

Quando cheguei ao cinema, fui com todos esses pensamentos em mente: "A adaptação não foi fiel ao livro, o filme vai ser uma merda, um garoto de 17 anos nunca vai parecer um menino de 12", enfim, eu estava cheio de más expectativas.

Acabei me surpreendendo.

Com adolescentes no lugar de crianças, o filme ganhou um ritmo divertidíssimo, com cenas pra lá de engraçadas e atuações muito bem feitas! A história foi muito fiel ao livro, embora com 20% de alterações, e aquelas duas horas em que estive no cinema passaram voando! O olhar de Chris Columbus sobre as cenas do livro foi peculiar e sua adaptação se tornou um filme maravilhoso!

Saí do cinema boquiaberto e cheio de euforia. Eu não tinha palavras para descrever o que senti.

Agora, esse é um filme que indico para quem não sabe o que assistir. O filme é um entretenimento maravilhoso, sem sombra de dúvidas, e vai agradar muito a quem leu ou a quem não leu o livro. Lógico, muitos fãs vão ficar decepcionados, mas podem ter certeza que é porque não querem dar o braço a torcer.


Então, fica a dica!

Até mais!

P.S.: Eu não queria ser chato, então omiti o fato de eles terem escolhido um menino de 17 anos só pra que ele pudesse ser o gatinho da Capricho para o post não ficar chato... Mas vocês me etendem, né?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Coisas de Solteiro

Existe uma coisa que é pura verdade, mas que ninguém quer assumir: ser solteiro é a pior coisa que existe, pelo menos depois dos 16 anos, quando realmente começa a "vida", digamos assim. Mas afirmar isso não quer dizer, necessariamente, que queiramos arranjar um(a) namorado(a), é algo mais profundo, mais além. A real preocupação aí é o que as pessoas vão pensar de você, que são coisas mais ou menos assim:

  • "Nossa... Ele não pega ninguém..." - geralmente dito por amigos;
  • "Ah, esse menino precisa de uma mulher do lado dele, só assim ele toma jeito" - geralmente dito pela mãe e;
  • "Credo, ele é solteiro... Deve ser um chato do caramba. Ou deve ser gay." - geralmente dito pela sociedade.
Isso é terrível de ser ouvido, digo por experiência própria.

Mas o pior de tudo isso é o que um solteiro faz, que são coisas EXTREMAMENTE diferentes do que uma pessoa compromissada faz. Os exemplos são bem sutis, porém notáveis. Aí vão eles:

  • Assistir Big Brother Brasil;
Não existe coisa mais de solteiro do que assistir BBB. Acontece que os solteiros assistem esse programa porque gostam da trama, gostam de se imaginar no lugar e fazer suposições. O coração acelera em dia de paredão, votação, prova do líder, etc. Já quem namora está com a cabeça em outra coisa... Ou deveria dizer outra pessoa? Namorar já supre essa necessidade de ver gente confinada se relacionando, pois se acredita que a sua vida é mais importante do que a de 17 desconhecidos.

  • Assistir Crepúsculo e derivados;
Essa é a pior válvula de escape pra quem é solteiro, principalmente as solteiras... Meninas sem aliança no dedo assistem o filme e se deleitam com os protagonistas, se imaginando ao seus lados, dando bitoquinhas aqui, uma passada de mão ali... Enfim, isso é o que pouco podem chamar de frisson, mas que muitos podem chamar de FOGO. Pessoas compromissadas, que estão satisfeitas com seus relacionamentos, não perdem tempo acompanhando essas histórias.

  • Acompanhar histórias;
Pra que acompanhar histórias quando você pode se deleitar com a sua? Pessoas compromissadas não gostam de acompanhar histórias, pois as mesmas não lhe causam devido prazer. Sim, estou falando "daquele" prazer, coisa que até os mais santinhos gostam, e isso é inegável. Os solteiros gostam de acompanhar histórias porque viajam naquele mundo, imaginando se as situações que lê lhe ocorressem, enfim, é uma "brisa" que lhe satisfaz.

Existem mais MUITAS outras coisas que são de solteiro, como comer pipoca sozinho, se acabar no chocolate, reclamar e falar mal de quem está namorando, essas coisas e muito mais. Mas existe uma coisa que também precisa ser confessada além de tudo isso:

SER SOLTEIRO É TUDO!

Namore durante 3 anos, case por 5 e se separe. Você vai jurar pra si mesmo que nunca mais vai querer ver uma pessoa do sexo oposto na sua frente. Vai agradecer com júbilo que está solteiro, vai dizer que é a melhor coisa a ser feita e que não há vida melhor que a de um solteiro, e o pior de tudo é que você estará certo. Assistir BBB, Crepúsculo e acompanhar histórias vai ser mais prazeroso do que você pode imaginar, e você vai achar bom.

É por isso que existem coisas próprias pra solteiros, e próprias pra quem está namorando. Quem namora, se prende. E outro detalhe: Namoro =/= Liberdade.

Pense nisso e vá em frente.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Será que realmente nos preocupamos?

Em uma outra ideia, eu ia dizer que o brasileiro tem uma maneira peculiar de se preocupar com as coisas, mas, refletindo melhor, percebi que não só o brasileiro tem essa maneira peculiar de observar as coisas, mas sim o mundo todo. É um jeito tão maneiro de fazer isso que podemos suspeitar facilmente de que há alguma coisa errada aí. Vamos aos exemplos?

Haiti está sob escombros, disso todo mundo sabe. As pessoas pensam "Nossa, tanta gente morreu..." ou "Nossa, pobre daquelas pessoas..." ou "Por que a tecnologia não previu isso antes?" e a melhor: "Quantos mil morreram?", o que é bastante cruel. Você vê o quão as pessoas estão interessadas em ajudar só por essas frases.

Eis que, então, ligamos no noticiário, vemos aquele bando de gente negra cheia de cal e sujeira na cara, ouvimos notas realmente profundas nos dizendo o quanto que eles sofrem e voltamos a nos fazer as mesmas exclamações e interrogações acima. As imagens são tão chocantes que nos sentimos mal... Tem gente que até chora, outros rezam para seus deuses implorando ajuda para os enfermos, e até afirmamos sentir uma certa empatia por aqueles que estão lá sofrendo.

Mas essa empatia não é verdadeira, não...

Sentimos tristeza, empatia, mas é tudo momentâneo, pois assistimos a televisão para sentir a tristeza deles, sim, mas no conforto do nosso lar, onde sabemos que está dando tudo certo. É uma empatia... falsa. Temos certeza de que tudo vai dar tudo certo pra eles, mas não sabemos como, só torcemos pra isso.

E isso não é só quando se trata do Haiti...

Por que será que o Brasil Urgente tem uma audiência monstruosa quando tem enchentes? Porque queremos ver desgraça alheia! Queremos ver as pessoas escorregando na enchente, queremos ver pessoas chorando porque perderam a casa, só queremos ver tristeza. É horrível, mas é assim.

Então, nesses casos, muitas pessoas que lerem esse post se perguntarão: "Mas o que a gente pode fazer? Não há nada que a gente pode fazer...".

Aí eu te respondo...

Que tal mudar o "Nossa, tanta gente morreu..." ou o "Nossa, pobre daquelas pessoas..." ou o "Por que a tecnologia não previu isso antes?" e, a melhor de todas, "Quantos mil morreram?" por "Como eu posso ajudar?" ou "Em que número consigo informações pra doações?" ou "Qual é a conta para depósito de dinheiro?" ou, o que é melhor, "Do que esse pessoal está mais precisando?". Fazendo isso, você está tendo uma atitude muito mais HUMANA, muito mais correta.

Tente pensar na tristeza que eles estão sentindo, tente pensar no que você faria se estivesse no lugar. Com certeza você ia clamar por ajuda e ia esperar que as pessoas de fora te ajudassem mesmo. O que os haitianos estão sofrendo não é uma brincadeira que só dura aqueles cinco minutos de reportagem da globo, aquilo está durando DIAS INTERMINÁVEIS pra eles.

Vê se levanta a sua bunda pra fazer algo de uma vez por todas! Tenha vergonha de si próprio por ser tão... tão... Superficial!
Isso não foi feito por direção de arte, é real. Que pena, não é mesmo?