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quarta-feira, 24 de março de 2010

Como é o fim de uma amizade

Ninguém consegue viver sem amigos, no entanto, nem sempre conseguimos encontrar os amigos perfeitos. Se pararmos pra pensar, são muitas as pessoas no mundo, então nunca saberemos se aquela pessoa do nosso lado é o nosso amigo pra toda vida ou não.

Reduzindo um pouco a dimensão do negócio, às vezes, ou sempre, a gente encontra colegas que, muitas vezes, temos coragem de chamar de amigos. Há uma fraca confiança nessa relação, eu conto com você, você conta comigo, a gente joga um pouco de conversa pro ar e está tudo certo.

Chamamos essas pessoas de "amigos".

Mas, como sempre, a gente percebe que os nossos pais sempre têm razão.

Você confia piamente numa pessoa. Ela chega pra você e fala "Não existe amigo melhor do que você", e você acredita, seu ego vai nas alturas. Você gosta de estar ao lado da pessoa, gosta de conversar, confidencia seus sentimentos, e chega uma época em que você se decepciona.

O_O
Como assim?

"Pare de fazer isso senão não falo mais com você" a pessoa te diz. Não há nada de mais nessa frase? Oh, há sim.

E o papo de que você era o melhor amigo que ela tinha e que, como você, não existia igual, hein? Aquilo tudo era mentira? Era sim.

Existe uma questão na amizade que é muito interessante: o que sentimos por um amigo é amor, e eu já falei isso. No entanto, se um amigo meu toma coragem e aponta o dedo pra minha cara dizendo que vai parar de falar comigo se eu continuar fazendo uma coisa tão banal como acessar o twitter (sim, foi isso que me falaram: "Pare de acessar o twitter, senão eu paro de falar com você". O porquê disso não vem ao caso agora), é porque não há e nem nunca houve amor nessa relação.

Fácil, fácil, uma amizade acaba.

Existem palavras que, se ditas na hora errada, tem um peso grande e uma verdade obscura em sua semântica. Pode até ser que digam pra você que aquilo foi brincadeira, mas, como uma amiga minha disse, toda brincadeira tem o seu fundo de verdade. Se a pessoa me falou que não falaria mais comigo, é porque, sim, ela não vai mais falar comigo.

O que fazer, então?

Cortar relações antes que haja argumentos que te faça mudar de ideia. É preciso ter determinação quando se toma uma decisão e se a sua decisão é parar de falar com uma pessoa, pare independente de qualquer coisa que ela lhe diga. Pode parecer infantil, mas, como a Lady Gaga disse, "A confiança é como um espelho: você pode consertar se quebrar, mas você ainda vai ver a porra da rachadura em seu reflexo". O que isso significa?

Você pode até voltar a falar com a pessoa, mas o rastro da sua tristeza estará sempre lá. Para parar com esse sofrimento, apenas corte a relação. Apenas isso.

Essa é uma nota que escrevo pra VOCÊ, pois a amizade com você acaba aqui.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Será que realmente nos preocupamos?

Em uma outra ideia, eu ia dizer que o brasileiro tem uma maneira peculiar de se preocupar com as coisas, mas, refletindo melhor, percebi que não só o brasileiro tem essa maneira peculiar de observar as coisas, mas sim o mundo todo. É um jeito tão maneiro de fazer isso que podemos suspeitar facilmente de que há alguma coisa errada aí. Vamos aos exemplos?

Haiti está sob escombros, disso todo mundo sabe. As pessoas pensam "Nossa, tanta gente morreu..." ou "Nossa, pobre daquelas pessoas..." ou "Por que a tecnologia não previu isso antes?" e a melhor: "Quantos mil morreram?", o que é bastante cruel. Você vê o quão as pessoas estão interessadas em ajudar só por essas frases.

Eis que, então, ligamos no noticiário, vemos aquele bando de gente negra cheia de cal e sujeira na cara, ouvimos notas realmente profundas nos dizendo o quanto que eles sofrem e voltamos a nos fazer as mesmas exclamações e interrogações acima. As imagens são tão chocantes que nos sentimos mal... Tem gente que até chora, outros rezam para seus deuses implorando ajuda para os enfermos, e até afirmamos sentir uma certa empatia por aqueles que estão lá sofrendo.

Mas essa empatia não é verdadeira, não...

Sentimos tristeza, empatia, mas é tudo momentâneo, pois assistimos a televisão para sentir a tristeza deles, sim, mas no conforto do nosso lar, onde sabemos que está dando tudo certo. É uma empatia... falsa. Temos certeza de que tudo vai dar tudo certo pra eles, mas não sabemos como, só torcemos pra isso.

E isso não é só quando se trata do Haiti...

Por que será que o Brasil Urgente tem uma audiência monstruosa quando tem enchentes? Porque queremos ver desgraça alheia! Queremos ver as pessoas escorregando na enchente, queremos ver pessoas chorando porque perderam a casa, só queremos ver tristeza. É horrível, mas é assim.

Então, nesses casos, muitas pessoas que lerem esse post se perguntarão: "Mas o que a gente pode fazer? Não há nada que a gente pode fazer...".

Aí eu te respondo...

Que tal mudar o "Nossa, tanta gente morreu..." ou o "Nossa, pobre daquelas pessoas..." ou o "Por que a tecnologia não previu isso antes?" e, a melhor de todas, "Quantos mil morreram?" por "Como eu posso ajudar?" ou "Em que número consigo informações pra doações?" ou "Qual é a conta para depósito de dinheiro?" ou, o que é melhor, "Do que esse pessoal está mais precisando?". Fazendo isso, você está tendo uma atitude muito mais HUMANA, muito mais correta.

Tente pensar na tristeza que eles estão sentindo, tente pensar no que você faria se estivesse no lugar. Com certeza você ia clamar por ajuda e ia esperar que as pessoas de fora te ajudassem mesmo. O que os haitianos estão sofrendo não é uma brincadeira que só dura aqueles cinco minutos de reportagem da globo, aquilo está durando DIAS INTERMINÁVEIS pra eles.

Vê se levanta a sua bunda pra fazer algo de uma vez por todas! Tenha vergonha de si próprio por ser tão... tão... Superficial!
Isso não foi feito por direção de arte, é real. Que pena, não é mesmo?